A partir de setembro de 2026, as universidades francesas serão obrigadas a cobrar aos estudantes de fora da UE 2 895 € por ano nos cursos de licenciatura e 3 941 € nos cursos de mestrado. Até então, a maioria das instituições cobrava valores simbólicos de 178 € e 254 € — de forma voluntária, com base no princípio da igualdade de acesso à educação. Agora, as universidades não têm escolha.
Existem exceções, mas estas são limitadas: não mais de 10% estudantes podem ser isentos do pagamento.
A decisão foi anunciada a meio do período de admissão para o ano letivo de 2026/27, o que causou confusão entre os candidatos que já tinham apresentado a sua candidatura. A Universidade de Estrasburgo, que introduziu as propinas diferenciadas antes das demais, já expulsou 47 estudantes estrangeiros por falta de pagamento, a maioria dos quais não tinha qualquer atraso académico.
As próprias universidades opõem-se: a associação de reitores France Universités considera que a medida contraria os valores da abertura e alerta para um grave efeito dissuasor para os estudantes dos países mais pobres. O governo, por sua vez, insiste que o aumento das propinas elevará o prestígio do ensino francês e atrairá especialistas para setores prioritários.
Neste contexto, a Alemanha continua a ser um dos poucos grandes países onde a maioria das universidades públicas não cobra propinas aos estudantes estrangeiros.
